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domingo, 27 de novembro de 2011

Fusca Elétrico ou fusca-eco

Talvez por isso alguns estudantes paranaenses tiveram a ideia de emprestar o carisma do alemãozinho em prol da sustentabilidade e aí criaram o fusca elétrico conhecido como eco-fusca, ou Thomas. Thomas (talvez uma homenagem ao inventor da lâmpada) foi criado pelos estudantes Bruno Masaharu Shimada, Danilo Yamazaki, Diego Francisco de Carvalho Rodrigues, Fernando Luiz Buzutti e Marcelo Shinji Otsuka, estudantes universitários do estado do Paraná. O projeto substituiu o motor 1.6 com 50 cv tradicional de um fusca 1982 e colocou um elétrico que gera apenas 15 cv – parece pouco, mas os estudantes afirmem que isso não afeta o veículo, já que o motor elétrico tem 100% de torque desde 0 rpm. Por conta disso a velocidade foi limitada a 60km/h máximos, o que é uma velocidade ótima para locomoções urbanas. Para sua carga são utilizadas 25 baterias de chumbo-ácido (aquelas tradicionais de carros) que ficam em baixo do capô, onde seria o tanque de combustível, e onde ficaria o banco traseiro. As baterias de íons de lítio, mais utilizadas em veículos e outros acessórios elétricos, não foram utilizadas para não encarecer o projeto. Chumbo-ácido não é lá muito verde, mas tendo o destino correto depois de usado, ok. O conjunto tem autonomia de 60 quilômetros e demora cerca de 8 horas para recarregar 100% – um número razoavelmente pior do que os outros veículos elétricos (conceitos, ou não) que já foram apresentados. O custo da transformação ficou em torno de R$ 25 mil, mas o custo por quilômetro rodado caiu de R$ 0,26 para R$0,07. Será que veremos a possibilidade dessa conversão ficar mais barata ao ponto que, tal como ocorreu com o GNV, exista a possibilidade de converter qualquer carro? Eu quero isso!


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